Hoje faz 45 dias que fiz minha sedunda cirurgia. Foi um periódo de muita ação. Fiquei no hospital 5 dias, destes um na UTI, depois fiz a proeza de pegar uma infecção pulmonar e sentir muitas dores no corpo. Como na primeira cirurgia não senti dores, estranhei e confesso que cheguei a pensar que algo muito ruim estava dentro de mim.
Quando tive alta, meu coração aliviou-se um pouco, pois estava muito preocupada com a infeccção. As dores foram intensas, mas senti a mão de Deus em minha vida: me mantendo calma, suportando as mudanças necessárias em meu modo de vida, suportando a dependência. Com 8 dias de operada passei muito mal no banheiro, cheguei a desmaiar e fiquei com os lábios roxos. Foi um grande susto. depois descobrimos que tudo isso foi por que a cirurgia tinha dado certo e minha pressão arterial nãoestava mais alta e eu não precisava mais tomar os remédios para abaixa-la.outras coisas também foram melhorando, meu intestino voltou a funcionar normalmente (como um relógio), as dores de cabeça deixaram de existir, o pulmão desinfeccionou e eu estava melhorando. Foram muitas vitórias. Deus foi cuidando do corpo e da alma. Muitas coisas me feriram profundamente, um toque de abandono me fez chorar, mas o cuidado de Deus fortaleceu-me.
Após 10 dias comecei a fazer fisioterapia. Foi uma experiencia dolorosa. Fazer os exercícios, contar, deslocar-me até o hospital era tudo muito cansativo... sentia muitas dores...era horrível. Na dor aprendi a voltar pra dentro de mim, buscar em mim uma alegria diferente que a muito tempo eu não sentia. Alegria das coisas simples, do silêncio da alma que nos leva a reflexão, dos amigos verdadeiros.
Percebi que algumas coisas que eu achava prioridade era pura futilidade. Que coisas que pareciam verdadeiras foram desmanchando como um castelo de areia... que algumas coisas pessoas são presentes mesmo estando longe e outras mesmo perto parecem não existir.
Tive a oportunidade de fortalecer meus laços com minha tia Elizabethe e agora que não estamos mais juntas sinto muita saudade dela. Passei 30 dias na casa dela e foi muito bom pra mim, conversei muito, pensei muito sobre tudo que eu vivi, consegui entender por que Deus permitiu que eu passasse por tudo que eu tive que passar. Fiz uma avaliação sobre os últimos 11 anos da minha vida, sobre o que eu gostava e o que eu desprezava em minha vida. Parei para avaliar meu trabalho, colegas de trabalho, amigos de adolescência, amigos novos e antigos. Repensei meu casamento, minhas relações com a família e o valor do meu filho. Senti saudades de tê-lo em meus braços. sentir-me aliviada em não sentir falta de quem não me ama.
Senti saudades de coisas que nunca vivi e sonhei com um recomeço de vida. Entre tantos pensamentos havia ainda a preocupação com o resultado da biopsia do material retirado da minha cabeça. Esse resultado só saiu no dia 21 de dezembro. Descobrir que era um cisto benigno congênito que só se desenvolve na idade adulta. Ufa o susto passou. A noite do dia 21 foi de agradecimento a Deus pelas bençãos alcançadas. No dia seguinte saí cedo para a junta médica e de lá viajei para Santo Antonio de Jesus. Foi uma viagem tensa, cuidadosa, mas graças a Deus chegamos bem. Neste dia fez um mês da operação.
Voltar a Santo Antonio de Jesus trouxe a alegria de estar de volta a minha terra de origem, porém me inundou de medo de reviver situações de dor vividas a algum tempo atrás. Estou de volta e não queria reviver muitas das dores que vivi aqui. Há uma suspensão de frases não ditas, de imposições não declaradas. Há um monte de coisas a resolver. Eu sei que eu mudei, fiz escolhas e estou disposta a assegurar que essas mudanças se mantenham.
Passei o Natal em casa eu minha mãe, meu filho e apesar de não fazer festa (eu adoraria ter feito) fiquei em paz. Estou ansiosa para retomar a fisioterapia e segui em frente. O Ano Novo não foi diferente. Dormir cedo e não houve festa, ceia, nem fogos....mas eu estou viva. estou seguindo em frente.
Apesar de estar separada de ver um casamento de 11 anos acabar sem conversa, sem acordo, sem bens, sem nada. saio fortalecida, cheia de vontade de viver, em busca de um recomeço onde eu seja prioridade, seja feliz. Feliz como há muito tempo eu não sou.
Quero retomar minha vida, reconquistar minha autonomia, reconstruir meus sonhos... quero e preciso seguir em frente, acreditar que tudo que passei apenas serviu para me fazer amadurecer e fortalecer diante dos problemas da vida. Sinto-me dolorida, magoada, mas convicta das minhas decisões.
Sinto a necessidade de falar a respeito de tudo que tenho sentido, estou precisando de mim mesma. Estou precisando reerguer-me, reencontra-me comigo mesma.
Estou há 45 dias mudando... mudando por dentro e por fora. Estou reerguendo meu mundo. Tomei minha vida de novo em minhas mãos.
Ainda farei fisioterapia por muito tempo, ainda estou arrumando meu coração, minha vida, minhas coisas.
É um resguardo longo e solitário... mas tem uma vantagem eu estou bem comigo mesma. Eu estou seguindo em frente e tentando ser FELIZ.
Quando tive alta, meu coração aliviou-se um pouco, pois estava muito preocupada com a infeccção. As dores foram intensas, mas senti a mão de Deus em minha vida: me mantendo calma, suportando as mudanças necessárias em meu modo de vida, suportando a dependência. Com 8 dias de operada passei muito mal no banheiro, cheguei a desmaiar e fiquei com os lábios roxos. Foi um grande susto. depois descobrimos que tudo isso foi por que a cirurgia tinha dado certo e minha pressão arterial nãoestava mais alta e eu não precisava mais tomar os remédios para abaixa-la.outras coisas também foram melhorando, meu intestino voltou a funcionar normalmente (como um relógio), as dores de cabeça deixaram de existir, o pulmão desinfeccionou e eu estava melhorando. Foram muitas vitórias. Deus foi cuidando do corpo e da alma. Muitas coisas me feriram profundamente, um toque de abandono me fez chorar, mas o cuidado de Deus fortaleceu-me.
Após 10 dias comecei a fazer fisioterapia. Foi uma experiencia dolorosa. Fazer os exercícios, contar, deslocar-me até o hospital era tudo muito cansativo... sentia muitas dores...era horrível. Na dor aprendi a voltar pra dentro de mim, buscar em mim uma alegria diferente que a muito tempo eu não sentia. Alegria das coisas simples, do silêncio da alma que nos leva a reflexão, dos amigos verdadeiros.
Percebi que algumas coisas que eu achava prioridade era pura futilidade. Que coisas que pareciam verdadeiras foram desmanchando como um castelo de areia... que algumas coisas pessoas são presentes mesmo estando longe e outras mesmo perto parecem não existir.
Tive a oportunidade de fortalecer meus laços com minha tia Elizabethe e agora que não estamos mais juntas sinto muita saudade dela. Passei 30 dias na casa dela e foi muito bom pra mim, conversei muito, pensei muito sobre tudo que eu vivi, consegui entender por que Deus permitiu que eu passasse por tudo que eu tive que passar. Fiz uma avaliação sobre os últimos 11 anos da minha vida, sobre o que eu gostava e o que eu desprezava em minha vida. Parei para avaliar meu trabalho, colegas de trabalho, amigos de adolescência, amigos novos e antigos. Repensei meu casamento, minhas relações com a família e o valor do meu filho. Senti saudades de tê-lo em meus braços. sentir-me aliviada em não sentir falta de quem não me ama.
Senti saudades de coisas que nunca vivi e sonhei com um recomeço de vida. Entre tantos pensamentos havia ainda a preocupação com o resultado da biopsia do material retirado da minha cabeça. Esse resultado só saiu no dia 21 de dezembro. Descobrir que era um cisto benigno congênito que só se desenvolve na idade adulta. Ufa o susto passou. A noite do dia 21 foi de agradecimento a Deus pelas bençãos alcançadas. No dia seguinte saí cedo para a junta médica e de lá viajei para Santo Antonio de Jesus. Foi uma viagem tensa, cuidadosa, mas graças a Deus chegamos bem. Neste dia fez um mês da operação.
Voltar a Santo Antonio de Jesus trouxe a alegria de estar de volta a minha terra de origem, porém me inundou de medo de reviver situações de dor vividas a algum tempo atrás. Estou de volta e não queria reviver muitas das dores que vivi aqui. Há uma suspensão de frases não ditas, de imposições não declaradas. Há um monte de coisas a resolver. Eu sei que eu mudei, fiz escolhas e estou disposta a assegurar que essas mudanças se mantenham.
Passei o Natal em casa eu minha mãe, meu filho e apesar de não fazer festa (eu adoraria ter feito) fiquei em paz. Estou ansiosa para retomar a fisioterapia e segui em frente. O Ano Novo não foi diferente. Dormir cedo e não houve festa, ceia, nem fogos....mas eu estou viva. estou seguindo em frente.
Apesar de estar separada de ver um casamento de 11 anos acabar sem conversa, sem acordo, sem bens, sem nada. saio fortalecida, cheia de vontade de viver, em busca de um recomeço onde eu seja prioridade, seja feliz. Feliz como há muito tempo eu não sou.
Quero retomar minha vida, reconquistar minha autonomia, reconstruir meus sonhos... quero e preciso seguir em frente, acreditar que tudo que passei apenas serviu para me fazer amadurecer e fortalecer diante dos problemas da vida. Sinto-me dolorida, magoada, mas convicta das minhas decisões.
Sinto a necessidade de falar a respeito de tudo que tenho sentido, estou precisando de mim mesma. Estou precisando reerguer-me, reencontra-me comigo mesma.
Estou há 45 dias mudando... mudando por dentro e por fora. Estou reerguendo meu mundo. Tomei minha vida de novo em minhas mãos.
Ainda farei fisioterapia por muito tempo, ainda estou arrumando meu coração, minha vida, minhas coisas.
É um resguardo longo e solitário... mas tem uma vantagem eu estou bem comigo mesma. Eu estou seguindo em frente e tentando ser FELIZ.
Nenhum comentário:
Postar um comentário