segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

E a luta continuou....

Minha última postagem tem mais de um mês e nela eu contava mais um capítulo das minhas aventuras com minha saúde. 
Pouco tempo depois que fiz a última postagem, dia 04/11/2013, para ser mais exata, tive que retornar ao hospital INCAR sentindo muitas dores no abdome e vomitando muito. Depois de consultar por telefone meu médico em Salvador os médicos acharam melhor me internar e retomamos as rotinas hospitalares. Dieta zero e o que eu bebia vomitava. Situação bem complicada não comer nada e tudo que ousava beber colocava para fora  tudo isso com fortes dores no lado direito do abdome. As dores era tão fortes que estava tomando morfina para conseguir 4 hs de alívio. No dia 06/11/2013 o cirurgião disse que eu teria que operar novamente, mas que a cirurgia não poderia ser feita aqui. Graças a Deus meu primo Daniel tinha acabado de chegar de uma longa viagem e logo se prontificou a levar-me para o Hospital Português em Salvador. No dia seguinte saímos por volta das 9hs e quando chegamos em Salvador era 12hs logo fui encaminhada para a  emergência do referido hospital que já estava de sobre aviso da minha chegada e logo começaram muitos exames. Passei cerca de 20hs na emergência fazendo todos os tipos de exames possíveis. Eu só conseguia beber água, quando esta ficava no estômago era uma benção, já que desde o dia 04/11 eu estava super enjoada. Diante de tanta dor e exames inconclusivos fui novamente internada para mais exames e maiores cuidados. Deus com seu infinito amor, colocou como minha acompanhante, Layane  Luduvice, uma amiga e irmã em Cristo que Deus tem me chamado a cuidar, Layane é uma figura hilária. Ela tem mil perguntas, é impaciente, cheia de dúvidas e porquês, porém uma pessoa linda e muito amada por Deus, por mim e minha família, ela me acompanhou;  já que minha amiga e acompanhante oficial, Gal Magalhães irmã amiga, ou amiga irmã estava começando em um novo emprego e estava impossibilitada de acompanhar-me. Pois bem as 20hs que passamos na emergência foi uma experiência nova para Layane, mas acho que ela começou a perceber o que é confiar e depender totalmente de Deus. Foram horas angustiantes, não sabíamos se iriamos operar ou não e ainda não estávamos acomodadas em um apartamento. Conversamos muito e entre um gemido e outro conseguimos rir um pouco. 
Avisei a minha tia que estava de volta ao hospital e ela teve um outro grande susto. E vamos fazer exames. Em um deles uma alça dos meus intestinos, sinalizava está fora do lugar. Internação. E apertões em minha dolorida barriga. Teve uma hora que eu não aguentava mais e quando me apertavam eu apertava de volta. Foi dolorido, muito dolorido, mas mesmo assim eu e Lay falávamos do infinito amor de Deus em nossas vidas e sempre dizia a ela: Deus tem um propósito para tanta dor, tenha calma, Deus está no controle. E as dores continuavam e no dia 10/11/2013 o médico decidiu me operar mais uma vez. Algumas coisas estavam fora do lugar: meu peritônio estava aberto (resultado da cirurgia do dia 21/09/2013), uma alça do meu intestino delgado estava colado na parede do meu abdome e a hérnia que deveria ter sido consertada dia 21/09 estava totalmente rasgada e aberta. Resultado algumas horas no centro cirúrgico: entrei as 9:30 e saí as 17:30, mas graças a Deus deu tudo certo e quando saí a dor do lado direito já não mais me incomodava. Porém eu continuava os enjoos e meu umbigo teve que ficar aberto. Meu umbigo tão lindo feito por minha vó Maria Cirne lá na Itiúba estava simplesmente horrível, sem fundo, totalmente costurado nas bordas,sem fundo...isso chocou tanto a mim como a minha amada Tia. Mas tudo isso era para melhorar. Por ali deveria sair secreções (e acredite, saiu) de todas as cores e texturas possíveis. Secreções de cores que eu nem sabia que o corpo produzia. Foi uma longa jornada. Dia 13/11/2013 tive alta e fui para a casa da minha tia já que os médicos não liberaram para voltar a Santo Antonio de Jesus. Foram dias alegres com minha tia, tio e primos. Muito carinho, cuidado. Em casa minha mãe e meu filho torcendo por minha volta. Dia 21/11/2013 um novo susto, minha Tia Marlene Cirne teve um AVC e depois uma parada cardíaca e veio a falecer. Uma dor muito grande, porém devido a minha condição física não pude prestar-lhe as últimas homenagens, nisto tudo Deus nos confortou e o Espírito Santo nos consolou, neste momento de dor. 
Quando   fazia os curativos as secreções saíam e falando sério, não era muito bonito de se ver. Minha Tia cuidando de mim com todo carinho e cuidado e no dia 28/11/2013 fui fazer a revisão. Apesar do fundo do umbigo aberto o médico liberou viajar e no dia 29/11/2013 mais uma vez meu amigo Clóvis Ezequiel mandou me buscar e me trouxe para junto dos meus amigos e familiares. Continuo com o umbigo aberto e saindo coisas dele. A alergia a esparadrapo está fazendo um grande estrago, mas esse é um dos meus menores problemas. Fechando o umbigo a alergia se resolve rápido. Nessa semana estarei voltando para a revisão, espero boas notícias da parte do médico. Estamos orando, meus amigos, a Igreja Assembléia de Deus Primitiva, irmãos. Acreditamos que as fortes mãos de Deus mais uma vez nos tem sustentado e a certeza da vitória leva o medo embora apesar de muitas vezes a situação parecer bem feia. Hoje estou em casa, meu filho está calmo e estou com minha mãe. Sinto saudade dos primos e dos meus tios que mostraram tanto amor por mim em um momento tão difícil. Percebi que nisso tudo que Deus cuida dos seus, providência tudo, carro, vaga, acompanhante, cuidadores, caronistas, remédios tudo. Alguns podem perguntar se Deus é tão bom por que deixou ela passar por tudo isso? Essa é fácil responder: Deus, Ele estava trabalhando meu caráter e preparando-me para algo muito maior. E quando Ele chamar para a sua obra poderei dizer eis-me aqui Senhor, usa-me a mim.    

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Os últimos acontecimentos.

Em relação a minha saúde, posso dizer que de dois anos pra cá nada foi como antes. Como vocês bem sabem fui diagnosticada com cistos ependimários e depois disso passei por uma cirurgia neurológica para fazer uma biopsia. Depois desta cirurgia caí e passei 10 dias na UTI e mais 5 internada no Hospital Luiz Argolo. Quando tive alta soube da necessidade de uma nova cirurgia neurológica e depois desta, fiquei com o meu lado esquerdo comprometido, com a força diminuída, sendo necessário fazer uso de muleta para manter o equilíbrio e locomover-me . Fiz fisioterapia por quase 2 anos e com alguma melhora fui obrigada a parar para cuidar de meu filho que tem Bipolaridade. E seguimos vivendo, nos adaptando as situações, convivendo com transtornos adquiridos diante de tantas lutas, me vi diagnosticada de TOC e estou aprendendo a conviver com isso. 
Tem dias mais calmos, onde nada me desestabiliza, mas tem dias que a vassoura é minha melhor amiga, Arrumar o guarda roupa o melhor psicanalista e tomar mil banhos uma festa. Vou caminhando. tentando controlar as dores de cabeça, pois as coisa dentro dela teimam em voltar mesmo depois da cirurgia e é bem complicado conviver com dores diárias. Tudo isso acho que vocês já sabiam. O que alguns não ficaram sabendo foi o que aconteceu comigo do dia 17/09/2013 para cá. Neste dia senti uma forte dor no pé da barriga, não conseguia ficar de pé, minha perna direita doía muito e eu tive recorrentes crises de vômito. Resultado fui internada no INCAR. Fiquei lá durante 2 dias e na quinta feira dia 19/09/2013 fui transferida para o Hospital Jaar Andrade em Águas Claras, Cajazeiras 8 em Salvador. A viagem foi terrível, muitas dores e informações desencontradas, pois informaram que o Hospital era na Caixa D'Água e fui parar onde parei. Mas nisso tudo vi confirmada que só morremos quando os planos de Deus se cumpre em nossa vida. Cheguei no Jaar e o médico de plantão nem perto de mim chegou, apenas disse que nunca viu apendicite de 15 dias, sendo que ele nem conversou comigo. Fui internada nesta instituição em alojamentos diferentes ao descrito no meu plano de saúde, eu deveria ficar em apartamento individual e fiquei em enfermaria, mas isso não foi tudo, nem o pior. Disseram que me operariam na sexta feira dia 20/09/2013, o que não ocorreu, eu já não aguentava mais de dores, mas por incrível que pareça em todos os exames clínicos detectava-se que eu estava tendo uma crise de apendicite, no entanto, os exames de imagens não visualizavam meu apêndice. Chegaram a perguntar-me se eu já não havia extraído meu apêndice. Como eu sempre disse ...É coisa!!!!!!! kkkkk.Depois dessa me deram uma pequena refeição a qual eu comi, pois havia 4 dias em dieta zero, que depois que comi me arrependi terrivelmente, tive uma crise de vômito e aí foi o mais interessante, aplicaram em mim uma medicação que havíamos, eu e Gal Magalhães, minha amiga e acompanhante, informado que eu tinha alergia. Foi muito desagradável. Tive uma crise alérgica violenta, tive que ficar presa a cama e quase enlouqueci dentro do hospital. Resultado, me deram uma nova medicação e eu apaguei. Na manhã seguinte decidir por conta própria me colocar na terrível dieta zero, pois com tanta gente despreparada ao meu lado temi pela minha vida. mas Deus é bom e enviou um médico decidido que decidiu operar-me. entrei no Centro Cirúrgico do Jaar Andrade as 11hs e 20min e lá permaneci até as 16hs e 30min. Quando saí, fui levada de volta a enfermaria 12b, leito12c e mesmo operada os maqueiros não me retiraram de uma maca para outra sendo esta uma tarefa muito difícil de fazer recém operada. Tudo bem, todas as coisa cooperam para o bem daqueles que amam e servem a Deus, consegui deitar-me no leito. estava usando uma sonda e posso dizer que foi um final de dia bem doloroso. Passei o domingo no hospital e na segunda pela manhã graças a Deus tive alta, não suportava mais está alí naquele lugar, foi horrível, mas creio que Deus tem um propósito para tudo isso. Fui para casa de uma tia muito carinhosa que acolheu-me e zelou de mim com muito amor. Lá fiz repouso total e fiquei esperando o dia da revisão.Detalhe médico algum passou para mim antibióticos, só foi-me receitado um analgésico e medicamento contra gases. 
O bendito dia da revisão: Saímos cedo pois o hospital fica do outro lado da cidade, perto de onde o vento faz a curva. Chegamos ao Centro Médico do Jaar Andrade as 9hs, minha revisão estava marcada para as 10hs e 30min, sentei e devido aos tombos do percurso estava sentindo meu umbigo doer. Quantas surpresas esse umbigo me traria... esperei até as 11hs e então já tonta e com calafrios fui informada que o médico que faria minha revisão tinha chegado e dirigido-se a uma reunião com a diretoria do hospital e não havia hora para atender-me. Diante do meu quadro, minha prima decide levar-me para a emergência do referido hospital. Lá chegando fui atendida por um cirurgião geral que ao examinar-me informou-me que fui operada de uma hernia umbilical e do apêndice. Só aí fiquei sabendo desta cirurgia de hernia e entendi porque sentia tanta dor no umbigo. Ao examinar-me ele informou que eu estava com um grande abcesso no abdome, na região das cirurgias. Minha pressão estava alta e eu com falta de ar. Ele solicitou um exame de sangue, hemograma completo e um sumário de urina. Enquanto aguardava os resultados dos exames, o cirurgião foi almoçar e  um outro médico mandou tirar os pontos da cirurgia e deu-me alta.  Algumas horas mais tarde os exames ficaram prontos e  foi detectado que estava toda infeccionada, o abdome e com infecção urinária em decorrência da sonda utilizada pós cirurgia. Eu teria que fazer uma tomografia de urgência, o problema é que o técnico que faria o tal exame estava sabe Deus onde e eu o esperei das 16hs  e 20min até as   20hs e 30min. Foi aí que minha tia recebeu uma informação bombástica: um funcionário a alertou: Tire sua filha daqui senão ela vai morrer, mais uma vez eu vi a mão de Deus cuidando de mim, pois este homem foi usado para alertar minha tia, que imediatamente entrou no hospital e disse que iria levar-me embora. O primeiro cirurgião que me atendeu disse não a leve para casa, leve para outro hospital, pois ela tem risco de morte. minha tia com imenso carinho levou-me para o Hospital Português, onde fui imediatamente internada e encaminhada para a emergência onde fiz uma série de exames e fui internada na tentativa de combater as infecções que estavam piorando muito rápido. Fui internada dia 04/10/2013 sendo tratada com altas doses de antibióticos e permaneci sob a possibilidade de uma nova cirurgia até o dia  09/10/2013, quando as infecções começaram a ceder. Foi um período de angustia, mas com a certeza de que Deus estava no controle, pois  os sonhos de Deus não morrem. Fiquei internada ainda até o dia 15/10/2013 quando finalmente tive alta, porém não poderia voltar para casa em Santo Antonio de Jesus,    de onde saí dia 19/09/2013. Permaneci até uma nova revisão dia 18/10/2013 onde ficou constatada que devido ao derramamento do abcesso, meus intestinos estava inflamados. mesmo assim, medicada pude voltar para casa, para minha mãe, pai e filho além de todos os amigos que oraram por mim durante toda essa luta. Ainda não posso andar muito, descer escada nem em sonho. Tem dias que o abdome está muito inchado, outros estou um pouco melhor, sem muita dor e recebendo os amigos a quem muito amo. Continuo orando e recebendo oração de muitas igrejas amigas em Rondônia, Muritiba, Santo Antonio de Jesus   e principalmente da minha amada Igreja Assembléia de Deus Primitiva. Agradeço a todos pelos cuidados. Agradeço a Clóvis Ezequiel amigo presente na hora da angustia, a todos os amigos que ligaram, mandaram mensagens, choraram comigo. Agradeço por minha família que não desistiu de mim. E avisa aos que pensaram que eu estava caída, que eu ainda estou de pé. Deus tem me mantido de pé. Novos tratamentos terei que fazer, mas creiam assim como eu, Deus está no controle.  

domingo, 28 de julho de 2013

Quase um ano.

Já faz quase um ano que não escrevo. Queria voltar hoje aqui e dizer que as coisas desapareceram e que já estou andando normalmente.  Infelizmente não são essas as notícias. Continuo sentindo muita dor de cabeça e não consegui ainda retomar o equilíbrio. Tinha planejado no meu aniversário em setembro está usando um lindo sapato de salto, um salto bem alto. Mas tudo indica que não vai dar. Tenho sentido muita dor de cabeça o que faz minha pressão subir e acabo tendo falta de ar. Então tem dias que as coisas estão bem complicadas.
Em breve estarei fazendo uma nova ressonância e veremos se terei que operar de novo ou não. Confesso que ando desanimada e triste. Ah... eu estou em processo de aposentadoria. Aposentada por invalidez, oh palavrinha dolorosa. Ainda estou processando essa situação. Tem dias que estou mais tranquila, outros extremamente nervosa.
Continuo tentando lutar contra as dores, então os remédios são essenciais. Quando fico sem toma-los é muito sofrido, pois a vida continua ao meu redor e tenho que cuidar de muitas coisas e não tenho quem cuide de mim, só Deus. Tem dias bons, que eu consigo cozinhar, tenho feito testes na tentativa de voltar a confeitar, mas ainda estou tremendo muito a mão esquerda. Fiz uma página no meu facebook  chamada Doces Cirne, onde tenho postado algumas coisas que tenho conseguido fazer. O face tem sido uma agradável companhia.
Eu tenho saído muito pouco, já estou acostumada a muleta mas é muito arriscado eu sair, algumas pessoas não tem educação e já caí algumas vezes durante esse tempo.
Acho que estou acostumando a viver sozinha. Uma solidão só minha cercada de pessoas.
Em agosto faz dois anos do primeiro procedimento. Em agosto verei se terei que operar de novo.
Percebo o medo das pessoas em aproximar-se emocionalmente de mim. É muita coisa junta: filho bipolar cabeça com caroços, não é fácil, é preciso coragem. Coragem que me foi imposta, mas para alguns precisam ser desejada.