Em relação a minha saúde, posso dizer que de dois anos pra cá nada foi como antes. Como vocês bem sabem fui diagnosticada com cistos ependimários e depois disso passei por uma cirurgia neurológica para fazer uma biopsia. Depois desta cirurgia caí e passei 10 dias na UTI e mais 5 internada no Hospital Luiz Argolo. Quando tive alta soube da necessidade de uma nova cirurgia neurológica e depois desta, fiquei com o meu lado esquerdo comprometido, com a força diminuída, sendo necessário fazer uso de muleta para manter o equilíbrio e locomover-me . Fiz fisioterapia por quase 2 anos e com alguma melhora fui obrigada a parar para cuidar de meu filho que tem Bipolaridade. E seguimos vivendo, nos adaptando as situações, convivendo com transtornos adquiridos diante de tantas lutas, me vi diagnosticada de TOC e estou aprendendo a conviver com isso.
Tem dias mais calmos, onde nada me desestabiliza, mas tem dias que a vassoura é minha melhor amiga, Arrumar o guarda roupa o melhor psicanalista e tomar mil banhos uma festa. Vou caminhando. tentando controlar as dores de cabeça, pois as coisa dentro dela teimam em voltar mesmo depois da cirurgia e é bem complicado conviver com dores diárias. Tudo isso acho que vocês já sabiam. O que alguns não ficaram sabendo foi o que aconteceu comigo do dia 17/09/2013 para cá. Neste dia senti uma forte dor no pé da barriga, não conseguia ficar de pé, minha perna direita doía muito e eu tive recorrentes crises de vômito. Resultado fui internada no INCAR. Fiquei lá durante 2 dias e na quinta feira dia 19/09/2013 fui transferida para o Hospital Jaar Andrade em Águas Claras, Cajazeiras 8 em Salvador. A viagem foi terrível, muitas dores e informações desencontradas, pois informaram que o Hospital era na Caixa D'Água e fui parar onde parei. Mas nisso tudo vi confirmada que só morremos quando os planos de Deus se cumpre em nossa vida. Cheguei no Jaar e o médico de plantão nem perto de mim chegou, apenas disse que nunca viu apendicite de 15 dias, sendo que ele nem conversou comigo. Fui internada nesta instituição em alojamentos diferentes ao descrito no meu plano de saúde, eu deveria ficar em apartamento individual e fiquei em enfermaria, mas isso não foi tudo, nem o pior. Disseram que me operariam na sexta feira dia 20/09/2013, o que não ocorreu, eu já não aguentava mais de dores, mas por incrível que pareça em todos os exames clínicos detectava-se que eu estava tendo uma crise de apendicite, no entanto, os exames de imagens não visualizavam meu apêndice. Chegaram a perguntar-me se eu já não havia extraído meu apêndice. Como eu sempre disse ...É coisa!!!!!!! kkkkk.Depois dessa me deram uma pequena refeição a qual eu comi, pois havia 4 dias em dieta zero, que depois que comi me arrependi terrivelmente, tive uma crise de vômito e aí foi o mais interessante, aplicaram em mim uma medicação que havíamos, eu e Gal Magalhães, minha amiga e acompanhante, informado que eu tinha alergia. Foi muito desagradável. Tive uma crise alérgica violenta, tive que ficar presa a cama e quase enlouqueci dentro do hospital. Resultado, me deram uma nova medicação e eu apaguei. Na manhã seguinte decidir por conta própria me colocar na terrível dieta zero, pois com tanta gente despreparada ao meu lado temi pela minha vida. mas Deus é bom e enviou um médico decidido que decidiu operar-me. entrei no Centro Cirúrgico do Jaar Andrade as 11hs e 20min e lá permaneci até as 16hs e 30min. Quando saí, fui levada de volta a enfermaria 12b, leito12c e mesmo operada os maqueiros não me retiraram de uma maca para outra sendo esta uma tarefa muito difícil de fazer recém operada. Tudo bem, todas as coisa cooperam para o bem daqueles que amam e servem a Deus, consegui deitar-me no leito. estava usando uma sonda e posso dizer que foi um final de dia bem doloroso. Passei o domingo no hospital e na segunda pela manhã graças a Deus tive alta, não suportava mais está alí naquele lugar, foi horrível, mas creio que Deus tem um propósito para tudo isso. Fui para casa de uma tia muito carinhosa que acolheu-me e zelou de mim com muito amor. Lá fiz repouso total e fiquei esperando o dia da revisão.Detalhe médico algum passou para mim antibióticos, só foi-me receitado um analgésico e medicamento contra gases.
O bendito dia da revisão: Saímos cedo pois o hospital fica do outro lado da cidade, perto de onde o vento faz a curva. Chegamos ao Centro Médico do Jaar Andrade as 9hs, minha revisão estava marcada para as 10hs e 30min, sentei e devido aos tombos do percurso estava sentindo meu umbigo doer. Quantas surpresas esse umbigo me traria... esperei até as 11hs e então já tonta e com calafrios fui informada que o médico que faria minha revisão tinha chegado e dirigido-se a uma reunião com a diretoria do hospital e não havia hora para atender-me. Diante do meu quadro, minha prima decide levar-me para a emergência do referido hospital. Lá chegando fui atendida por um cirurgião geral que ao examinar-me informou-me que fui operada de uma hernia umbilical e do apêndice. Só aí fiquei sabendo desta cirurgia de hernia e entendi porque sentia tanta dor no umbigo. Ao examinar-me ele informou que eu estava com um grande abcesso no abdome, na região das cirurgias. Minha pressão estava alta e eu com falta de ar. Ele solicitou um exame de sangue, hemograma completo e um sumário de urina. Enquanto aguardava os resultados dos exames, o cirurgião foi almoçar e um outro médico mandou tirar os pontos da cirurgia e deu-me alta. Algumas horas mais tarde os exames ficaram prontos e foi detectado que estava toda infeccionada, o abdome e com infecção urinária em decorrência da sonda utilizada pós cirurgia. Eu teria que fazer uma tomografia de urgência, o problema é que o técnico que faria o tal exame estava sabe Deus onde e eu o esperei das 16hs e 20min até as 20hs e 30min. Foi aí que minha tia recebeu uma informação bombástica: um funcionário a alertou: Tire sua filha daqui senão ela vai morrer, mais uma vez eu vi a mão de Deus cuidando de mim, pois este homem foi usado para alertar minha tia, que imediatamente entrou no hospital e disse que iria levar-me embora. O primeiro cirurgião que me atendeu disse não a leve para casa, leve para outro hospital, pois ela tem risco de morte. minha tia com imenso carinho levou-me para o Hospital Português, onde fui imediatamente internada e encaminhada para a emergência onde fiz uma série de exames e fui internada na tentativa de combater as infecções que estavam piorando muito rápido. Fui internada dia 04/10/2013 sendo tratada com altas doses de antibióticos e permaneci sob a possibilidade de uma nova cirurgia até o dia 09/10/2013, quando as infecções começaram a ceder. Foi um período de angustia, mas com a certeza de que Deus estava no controle, pois os sonhos de Deus não morrem. Fiquei internada ainda até o dia 15/10/2013 quando finalmente tive alta, porém não poderia voltar para casa em Santo Antonio de Jesus, de onde saí dia 19/09/2013. Permaneci até uma nova revisão dia 18/10/2013 onde ficou constatada que devido ao derramamento do abcesso, meus intestinos estava inflamados. mesmo assim, medicada pude voltar para casa, para minha mãe, pai e filho além de todos os amigos que oraram por mim durante toda essa luta. Ainda não posso andar muito, descer escada nem em sonho. Tem dias que o abdome está muito inchado, outros estou um pouco melhor, sem muita dor e recebendo os amigos a quem muito amo. Continuo orando e recebendo oração de muitas igrejas amigas em Rondônia, Muritiba, Santo Antonio de Jesus e principalmente da minha amada Igreja Assembléia de Deus Primitiva. Agradeço a todos pelos cuidados. Agradeço a Clóvis Ezequiel amigo presente na hora da angustia, a todos os amigos que ligaram, mandaram mensagens, choraram comigo. Agradeço por minha família que não desistiu de mim. E avisa aos que pensaram que eu estava caída, que eu ainda estou de pé. Deus tem me mantido de pé. Novos tratamentos terei que fazer, mas creiam assim como eu, Deus está no controle.
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